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Minha história

Cleber Araujo

Sobrevivi a três infartos.
Essa é a história que mudou minha vida, e deu origem a um propósito.

Cleber Araujo

Família

Quem estava do lado de fora

Sou casado com a Maria há 18 anos.

Enquanto eu estava na UTI, era ela quem estava do lado de fora segurando tudo. Cuidando dos filhos, falando com os médicos, tomando decisões que eu não tinha condição de tomar.

Tenho três filhos: Matheus, Ana Luiza e Gustavo. E mais três que considero como meus, Alessandro, Amanda e Alan.

Eles não são uma frase bonita. São o motivo real pelo qual eu queria voltar para casa.

Meus pais e meus irmãos estavam ali também. Cada um do seu jeito, cada um com a sua oração.

Ninguém atravessa isso sozinho.

A escalada

Três infartos

1

O primeiro infarto veio como um susto.

2

O segundo, como um alerta.

3

O terceiro, foi o limite.

14 de setembro de 2024. Fui levado às pressas para o Instituto do Coração, o InCor, em São Paulo.

O cateterismo confirmou o que os médicos já temiam. Várias artérias do meu coração estavam comprometidas. Algumas com 90%, outras com 100% de obstrução.

Recebi dois stents no mesmo dia. Mas não foi suficiente.

Meu coração não conseguia bombear sozinho.

90 a 100%

Artérias quase totalmente obstruídas

2

Stents para abrir as artérias

UTI

Dias entre máquinas e medicamentos

Balão e dobutamina

Procedimentos para manter o coração funcionando

Precisei de um balão intra-aórtico, colocado dentro da artéria para ajudar o coração a fazer o trabalho que ele já não dava conta.

E de dobutamina, um remédio que forçava o coração a continuar batendo.

Eram as máquinas e os remédios que estavam me mantendo vivo.

Dois dias depois, o ecocardiograma mostrou que meu coração estava funcionando a 25% da capacidade. Hoje funciona a 22%. O normal de uma pessoa saudável fica entre 55% e 70%.

Meu coração trabalha com menos de um terço da força que deveria ter. E mesmo assim, ele segue.

O que me sustentou

Quando faltavam respostas

Nos dias mais difíceis,

quando nem os médicos tinham respostas,

a fé foi o que me sustentou.

Eu orava. Minha família orava. Pessoas que eu nem conhecia oravam por mim.

A Maria não saiu da porta da UTI. Os filhos vinham assustados, mas vinham. Meus pais e meus irmãos se revezavam.

Não foram só os médicos e os aparelhos. Foi saber que tinha gente lá fora, esperando eu voltar.

A promessa

Foi ali, na UTI,

que nasceu uma promessa.

“Se eu tivesse mais uma chance,

eu ajudaria outras pessoas a não
passarem por isso sozinhas.”

O movimento

O Coração em Movimento

O Coração em Movimento não nasceu como um projeto.

Nasceu como uma resposta.

Uma resposta para o medo que eu senti. Para as dúvidas que tive que buscar sozinho. Para as histórias que eu gostaria de ter ouvido quando tudo começou.

Não sou médico. Sou alguém que vive isso na pele todos os dias.

Se a minha experiência ajudar uma pessoa sequer a se sentir menos sozinha, valeu a pena.

Hoje

Como vivo agora

Continuo sendo acompanhado pelo InCor. Consultas, exames, ajustes de medicação.

Tomo remédio todo dia. Como diferente. Faço atividade leve. Aprendi a ouvir o corpo.

A maior mudança não foi na rotina. Foi no que eu vejo.

Ver minha família acordar. Conversar com meus filhos. Ler uma mensagem de alguém dizendo que esse site ajudou. Coisas que eu via como rotina, hoje vejo como conquista.

Cada manhã ao lado de quem amo é a prova de que a promessa está sendo cumprida.

Sua história pode alcançar alguém que precisa

O que você viveu pode ser a resposta que outra pessoa está procurando hoje.